PESSOAS DA SALA DE JANTAR

A obra propõe uma reflexão acerca da pauta “costumes” que ocupa grande parte do imaginário e das narrativas de inúmeras lideranças das mais variadas ideologias que ao longo da história foram determinantes para muitas mudanças na sociedade. Faz alusão à música de Caetano Veloso e Gilberto Gil “Panis et Circensis”, gravada em 1968 pelo grupo “Mutantes”, que pode ser interpretada como uma crítica aos valores sociais de uma época na qual transformações aspiradas pelo novo contrapunham-se a um status quo representado pela estagnação, alienação e massificação.

     "Eu quis cantar/Minha canção iluminada de sol/Soltei os panos/Sobre os mastros no ar/Soltei os tigres e leões nos quintais/Mas as pessoas da sala de jantar/São ocupadas em nascer e morrer.

    Mandei fazer/De puro aço luminoso punhal/Para matar o meu amor e matei/Às 5 horas na Avenida Central/Mas as pessoas da sala de jantar/São ocupadas em nascer e morrer.

     Mandei plantar/Folhas de sonho no jardim do solar/As folhas sabem procurar pelo sol/E as raízes, procurar, procurar/Mas as pessoas da sala de jantar/Essas pessoas da sala de jantar/São as pessoas da sala de jantar/Mas as pessoas da sala de jantar/São ocupadas em nascer e morrer."

Panis Et Circenses - Caetano Veloso e Gilberto Gil

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