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AMORFOS
Investigo com esta série uma constante sensação de não pertencimento que me habita, um sentimento de inadequação ao mundo, suas fronteiras, culturas e sistemas. São retratos de pessoas imaginadas, que pretendem refletir uma existência de indiferenças, deslocamentos e contrariedades. Os amorfos são uma tentativa de conferir alguma beleza aos horrores viscerais que nos habitam. Uma demão de verniz em toda nossa hipocrisia e decadência. É a pretensão de pertencer a algo nem que seja por sua feiura e indiferença. É com essa série que me contradigo, ergo um brinde ao meu próprio umbigo e transformo o que poderia ser arte na mais banal ofensa.

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